Quinta-feira, 9 de setembro de 2010

‘A Bíblia, a política e o exercício de nossa cidadania’

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Opinião, Rev. Osni

‘A Bíblia, a política e o exercício de nossa cidadania’

“ Quando os honestos governam, alegra-se o povo; mas quando os maus dominam, o povo sofre.” Provérbios. 29.2.

Não podemos fechar os olhos e tapar os nossos ouvidos e deixar de saber o que a Bíblia diz respeito sobre a política. É bem verdade que esse tema não faz muito o tipo e a simpatia da maior parte do povo evangélico.
Mas digo que, muitos abismos e desiguladades sociais (esporte, educação, saúde, emprego, etc) poderíam ser evitados se a igreja sustentasse a sua soberania como um povo ungido e dirigido por Deus, que sabe escolher bem os seus governantes, que age em favor da justiça social, que age corajosamente em favor da Nação. Aliás, sendo ainda mais franco, a igreja também se torna corrupta e pratica um crime quando ela omite a sua resposnabilidade e o seu potêncial de transformação social. Então, por mais graves que sejam os problemas que o nosso país enfrenta, por maiores que sejam os seus obstáculos, é função da igreja ser um instrumento nas mãos do Senhor para transformar a política e a história do povo.
Quando a Igreja se mobiliza abre-se também espaços para Deus operar. Imagine comigo, a igreja sempre está cercada de muitos assuntos porque ela age sempre como “conselheira”, assim quando a igreja toma decisões corretas, elas afetam diretamente a vida das pessoas. Além disso, somos ensinados que “nenhuma autoridade existe sem a permissão de Deus” (Rm.13.1). A Igreja têm a autoridade e direito de ser crítica em relação às decisões tomadas por àqueles que nos governam (Ez.20.44; Pv.15.17; Jó 24.2,4). É certo que o Senhor não tolera a injustiça (Is.10.1), então, onde há temor de Deus, há fome de justiça (Dt.16.19).
A Igreja é co-responsável pela situação política do país (Dt.26.7; Dn.9.18; Sl.127). Por isso, ela precisa de ousadia para denunciar a corrupção e a injustiça. A República Federativa do Brasil divide-se em 26 Estados e o Distrito Federal. Como igreja cremos que cada candidato eleito pelo povo deve honrar o seu mandato, é obrigação de cada um deles garantir a honestidade, tomar decisões competêntes, trabalhar pelo bem-estar de todos e ganhar a confiança do povo (Ml.2.6). Entretanto, maus administradores são perigosos em quaisquer lugares. Quem age por má-fé ou por interesses ilícitos desfigura a justiça e a verdade que Deus exige (Sl.125.3).
A miséria, a violência, a corrupção, falta de recursos, são resultados de um mal descontrolado permitido pelo próprio homem que governa, e isso não é vontade de Deus (Lm.2.11). A resolução a ser tomada depende de todos nós, se queremos bloquear as forças do mal capacitando e elegendo pessoas que verdadeiramente servem a Deus e desejam ver a prosperidade do Senhor em nossa Nação. A Igreja têm uma visão clara das necessidades do povo, e isso coloca-nos num grau de responsabilidade ainda maior. A política não deve ser um risco para a Igreja. Ao contrário, quando a igreja age, a interferência da Igreja se torna um risco para o modelo de política que temos hoje.
Cito, “a cada dois anos, milhões de brasileiros vão às urnas para eleger seus representantes nas câmaras municipais, nas assembléias legislativas e no Congresso Nacional (Câmara e Senado).” Trata-se de um poder expressivo, e precisa ser exercido com inteligência, com sabedoria, em prol do bem e da verdade, em nome de Deus (Bíblia) e do povo que representam (Rm 12.8b; Is.10.1; Prov. 3.27). O resultado é sempre catastrófico quando se aceita subornos, a credibilidade fica comprometida, prejudicam a população e o país (Prov.29.16; Ec.8.9). Essa situação política de hoje têm provocado um grande impacto na população.
O fato de muitos políticos estarem iludindo o seu eleitorado, com mentiras e falsas promessas, usando meios de comunicação, diante da Palavra de Deus posso afirmar que certamente todos prestarão contas perante o Senhor pelo que prometeram (Nm.32.24). Sei que hoje é difícil escolher candidatos com propostas mais coerentes, são raros àqueles que demonstram um compromisso genuíno com a ética, e principalmente com a fé cristã (mesmo os que se dizem cristãos). Precisamos pedir discernimento na hora de votar, pedir capacitação de Deus para cumprir o nosso direito e dever de cidadão brasileiro. Precisamos nos previnir da tentação do pensamento mesquinho da omissão. Precisamos de candidatos que, quando eleitos, exerçam seus mandatos pautados nos valores da população e do Reino de Deus. A justiça é um dos atributos divinos (Gn.18.25; Jz.2.16; Sl.7.11; At.10.42; Sl.58.1; 2Cr.19.7). Por isso, quando alguém é revestido de tal autoridade (neste caso política) e a usa para subverter a justiça, comete grave pecado. Quem aceita suborno ou benesses para torcer a integridade de seu julgamento, não só descumpre a lei, mas também ofende a justiça do Criador (Prov.17.23; Lc.18.2-7) e Deus não tolera isso.

Não é por acaso que muitos começam exercendo bem, mas terminam muito mau.
Precisamos estar em constante oração pedindo a Deus que lhes dê um coração reto e não corruptível, seja qual for a circunstância. Cito ainda: “não faça injustiça, nem mesmo para favorecer o pobre” (Êx.23.3,6). Deus aprova sim a política para fazer favorecer a justiça entre nós e nos dá sabedoria e entendimento para considerar, com equilíbrio e imparcialidade, todas as questões que se lhes apresentem. Infelizmente, hoje a nossa política está contaminada pelas sucessivas denúncias de suborno, mensalões e outros escândalos. O que fazer? Existe uma mentalidade social deformada que diz que “é preciso se dar bem, mesmo que seja necessário mentir ou passar outros para trás”. A bíblia nos afirma que a ética deveria ser, sobretudo, um modelo de comportamento e de boa conduta (Tt.2.7; Fl.4.8; Prov.11.3). A falta de ética entre as relações sociais minam os padrões estabelecidos pela virtude moral e da dignidade humana, mas não as enfraquecem. A denuncia da Igreja contra a corrupção leva a falência os mentirosos e enganadores. É por isso que os “honestos” são perseguidos, motivos de escárnios, situações desagradáveis e chegam a tropeçar em tribunais (Is.11.5; 59.13b-15). Quando a verdade reina a Nação é restaurada. Referí-me neste texto sobre isto, porque sei que a política pode ser eficaz quando o povo experimenta como traço fundamental a verdade, o caráter, a retidão e a justiça (Sl.14.7).
É função da Igreja tratar da Ordem da Lei. Isso é política. A Lei é uma referência de segurança, mesmo quando ela atravessa por alguma crise. A Igreja é uma instituição significativa perante a Lei de Deus e a lei dos homens (I Cr.9.19). Quando a Igreja deixa de cumprir a sua responsabilidade social a situação se agrava e fica ainda mais dramática também contribui para que esse conceito negativo ganha espaço, a de não querer se envolver e dá lugar a novos abusos de autridade (os mocinhos viram bandidos). Vamos ler mais alguns textos, veja e analise a cena: Lm.3.46,47; Sl.127.1b) – A Igreja foi instituída para nos defender dos corruptos, dos mentirosos, dos enganadores, dos falsos profetas, etc. E, o que estamos fazendo?

Um sentimento que me amarga é quando vejo um cidadão dizer que não vai votar.
Entendo que há uma desconfiança por parte do povo, muitos vivem a muito tempo com este clima de insegurança e insatisfação permanente. Mas essa imagem não pode abater a ação de uma igreja participativa e envolvente na construção dos valores e da vida como um todo. Se negarmos a nossa contribuição e a nossa coragem, quem irá nos defender dos nossos inimigos e adversários? Zele pelo seu voto, peça segurança no nome de Jesus e mantenha os teus bem abertos e atentos para não errar a direção de Deus. A impunidade, o descaso e a corrupção podem ser eliminados se todos nos juntarmos com fé e solidariedade por um mundo melhor. É claro que precisamos de muito bom-senso para compreendermos isso, aliás o resultado não acontecerá da noite para o dia, ainda há muito o que fazer e mudar.
A maldade e a miséria humana se espalharam por todo o país, nosso coração se entristece e fica cheio de angústia com os noticiários e somente com homens tementes a Deus este cenário irá mudar. A Bíblia é clara: Is.42.8; Jr.2.11; Sl.33.12; Dt.4.7,8; I Sm.12.25). Quando um país cultua falsos deuses, estão desprezando o amor do Verdadeiro Deus (Jr.18.7,8; Sl.68.31; Dt.5.24). Deus não aceita como desculpa a ignorância no Seu povo, toda atitude gera suas consequências (Rm.13.8ª; Prov.22.27).
Não podemos afugentar as pessoas em detrimento de favoritismo a grupos isolados. A Benção do Senhor traz prosperidade e não acrescenta dores (Prov.10.22), por isso a maldição do sofrimento do povo pode ser quebrada se sermos fieis e competêntes na hora de votarmos. Eu creio que o Senhor tem poder para mudar os destinos de um país, é só colocarmos a nossa oração em ação (Jr.33.26c; Sl.72.3). Por isso, precisamos pedir constantemente a orientação de Deus para a nossa Nação. As políticas sociais são insuficiêntes para reverter situações de sofrimento causadas pela desigualdade e da miséria (Sl.12.5). A tarefa é difícil mas não é uma missão impossível.
Todos nós sabemos que muitos políticos se enriquecem com a miséria de outros (Êx.22.25). É possível construir um patrimônio vasto com honestidade e generosidade, sem ganância e sem exploração (Is 58.7.8; Sl.112.5ª, 9; Prov.29.7, 14; 31.8). É importante exercer a cidadania com convicção, cumprindo nossos deveres, fazendo valer nossos direitos e respeitando os direitos dos demais cidadãos (Lm.3.35). E a Igreja faz parte desse meio social e sua função é consciêntizar com sabedoria e praticar a justiça e a reivindicação do respeito de nossos patrícios.
Você já parou para analisar a oração de Jabes (I Cr.4.10). As nossas batalhas travadas envolvem territórios e no discurso evidência e demonstra a constituição de uma autoridade sobre a terra. Pressupõe (Dt.32.8) que esse território é lugar de preservação de fronteiras (I Rs.5.4) e é necessário uma nação preparada para enfrentar os seus inimigos (Jó 24.2) e defender o seu território. Por mais conservadora que seja a igreja, é ela a responsável por proteger esse território, zelar pelo povo, ser fiscal da lei, agentes da missão cuidando e preservando a vida.
Não se envolva com quem (2 Tm.3.2-5) pratica a inversão de valores (Is.1.16) e principalmente com quem não deseja a paz. Leia atentamente com o seu grupo de discipulado: Prov.12.20; Zc.8.16; Tg.3.18; Mt.5.9; 1 Pd.3.11; Lev.26.6; 2 Cr.32.22; Jo 14.27). A Paz pode por fim as muitas contêndas e fazer cessar as muitas guerras. A Igreja é constituída por um povo pacífico e pacificador, e como discipulos precisamos cumprir nossos deveres de cidadãos, a luz da Palavra de Deus, precisamos votar com consciência para que a benção do Senhor reine em nossa nação. Desejo que estejamos prontos para fazer a diferença nessa geração. VOTE.

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SHALOM ADONAI

Esta matéria foi escrita por:

Wallace Araújo - who has written 1765 posts on Jornal Correio do Noroeste.


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