Ao estudarmos esse tema faz-se necessário colocarmos a disposição do nosso grupo de discipulado as sugestões e opiniões que possam vir a acrescentar o texto seguinte, pois estamos falando de pessoas (multiplicidade de experiências) em conflitos nos diferentes contextos e situações.
Conflito é sinônimo de: Luta, combate, guerra, desavença, discórdia, oposição.
Essa semana curiosamente ouvi um palestrante dizer que os conflitos da nossa vida servem para o nosso crescimento pessoal, fortalece a nossa identidade e expõe a nossa personalidade (quem somos e o vir a ser).
Mas será que os conflitos da nossa vida servem mesmo para este fim? Por que enfrentamos eles; ou quais as razões deles existirem; como lidamos com eles; qual é a sua real finalidade?
Geralmente ouvimos falar que é comum ocorrer conflitos nas relações sociais. Outros, afirmam ser natural acontecer atritos nos relacionamentos de pessoas que vivem em grupos.
Mas será que é possível afirmar com segurança que os conflitos da nossa vida é algo tão comum ou natural como se imaginam? É importânte destacar que não existe uma forma específica para justificar os conflitos, alguns surgem motivados por circunstâncias e adversidades, outros por hábitos e anomias, etc.
Indiscutivelmente eles existem e nos surpreendem. Infelizmente se transformam num personagem em nossa jornada da vida e necessitam ser urgentemente resolvidos. E, este é o nosso objetivo, apresentar-lhe não soluções absolutas, mas caminhos concretos e sugestões báscias a luz da Palavra de Deus e que possam lhe ajudar a resolvê-los o mais rápido possível.
Não existe uma solução bem simples. Precisamos considerar que estamos falando agora de situações mau resolvidas, de sonhos que se tornaram pesadelos, de projetos frustrados, de situações emocionais traumáticas e de choques, relacionamentos desgastados, das memórias ruins do passado e que ainda que não foram deletadas da mente, de feridas da alma que foram cuidadosamente embaladas e guardadas dentro do coração.
Como pastor digo que não há utilidade alguma no conflito, ao contrário, geralmente eles estão relacionados a situações destrutivas, surgem nos momentos inadequados e em situações de ruínas. Num conflito, nem sempre o justo e o verdadeiro é vencedor. É uma situação desigual, pois poucos vencem e muitos saem machucados e feridos.
No Corpo de Cristo não pode haver desentendimentos, apesar de existir desde os tempos bíblicos (Atos 15.39; I Co 11.18; Gálatas 5.15). O apóstolo Paulo afirmou que houve dissensões (conflitos) entre eles, e descreveu essa situação dizendo que eles se comportavam como animais ferozes, cheios de agressividade, desejando se tragar.
Pretendo lembrá-lo que todos nós já experimentamos em algum momento da vida esse comportamento, e fica claro nessa situação e é evidente que nós sabemos aonde está “a origem” do problema.
A questão é: – Quem causa os conflitos? A resposta é simples: Satanás!
Será mesmo que os conflitos podem acrescentar algo de melhor pra mim? Creio que não. Se o conflito é a presença de algo mau resolvido na minha vida, ou de responsabilidade do inimigo da minha alma, como posso dizer que os conflitos poderão ser por mim conduzidos e administrados para o meu bem? É impossível e tampouco relativo como muitos afirmam ser a opinião do palestrante acima citado.
Os conflitos geralmente ocorrem quando:
a) – por uma questão de gosto, opinião, opção ou estilo individual.
b) – os conflitos enquadram-se em causas doutrinárias. Quando se entende diferente surgem os desentendimentos, desconsidera-se os valores históricos e suas raízes para se firmarem num só pensamento. Daí o surgimento de diversas denominações e terríveis heresias (Atos 15.7,28,29).
c) – os conflitos nos exclui de “nobres tarefas” e seus efeitos são negativos.
d) – Para o texto de Gálatas 5.20, um simples desentendimento pode ser considerada uma “obra da carne”. Há pessoas, até pastores que forçam uma interpretação bíblica para atender os seus próprios desejos carnais. (Vemos isso claramente na busca de cargos /eleições/ especificamente dentro da igreja, e nas concorrências sociais do dia a dia – Tiago 4.1-2).
e) – Na história bíblica Satanás desejou causar um conflito no céu. Geralmente as situações de conflito não somam… serve muito mais para dividir, separar, espalhar.
f) – Em toda relação de conflito corremos “PERIGO”.
g) – Não há nada de útil numa contenda.
h) – A discussão é importante. Discutir a questão é melhor e mais saudável do que guardar no silêncio. É necessário discutirmos opiniões que expõem idéias com o objetivo de se chegar a um fim proveitoso. Isso envolve a boa intensão nas pessoas envolvidas. Somos diferentes uns dos outros, mas não podemos agir como inimigos.
i) A CONTENDA ocorre quando um impõe a sua opinião sobre a outra. De modo que o outro nega a fazê-la. Veja o que a Bíblia diz: II Tm 2.24 e 3.8.
j) Existem pessoas que discordam de tudo e de todos.
k) Têm pessoas que não aceitam a sugestão de outros.
l) Há pessoas que estão divididas porque não sabem tomar atitudes (divisão/ conflito) e por isso sofrem amarguras.
m) Os conflitos se manifestam nas relações que estão no limite. Conheço pessoas que sobrevivem milagrosamente nesse estado até hoje. Não sei até quando!
n) – Conflitos nos transforma em inimigos de todos (para isso, não necessariamente eu tenha que ser uma pessoa má). E passamos a crer que todos conspiram contra nós. Assim, vivemos relações de insegurança.
o) – Os conflitos influênciam/ ou contaminam os outros. O conflito agrava quando as partes querem continuar o conflito – então a guerra está declarada.
p) - Os conflitos existem porque são alimentados e estimulados por alguém (Salmo 1.5; I João 2.19; Mateus 13.30).
q) – Históriicamente conhecemos gerações de famílias tradicionais que vivem em conflito até hoje por disputas de terras, posses e outros fins. Quantas mortes já ocorrem por causa disso! Há algo de bom nisso?
Faço jus a necessidade de avaliarmos o nosso conceito de CONFLITO. Enquanto escrevo esse manual penso: -será necessário mesmo ele existir em nossa vida? O que vai colaborar? Com o quê? Quando e onde? Para quê?
Posso lhe afirmar que “não vale a pena dar motivos para que os conflitos existam em nossa vida”. Só vai causar mais divisão. Assim que somos envolvidos por eles nos sentimos inúteis, incapazes, infelizes e daí passaremos a tentar impor as nossas idéias, e diante de um fogo cruzado, de provações vãs, alguém poderá sair ferido e até morrer. (Pv.15.1 e Tito 2.8).
Não vale a pena dizer que posso tirar lições de vida por meio desse sentimento mau resolvido. Creio que cada um(a) leitor(a) deve fazer a si mesmo a seguinte pergunta: – se os conflitos só aumentam as polêmicas, porque devo olhar para elas? (Ef.4.1-6).
Previna-se. Evite envolver-se com pessoas que são conduzidas por esse tipo de condição. Tudo vira polêmica. Este é um círculo vicioso e muito perigoso.
1.) Analise as causas e consequencias. Veja se vale a pena falar sobre o assunto, trazer a tona uma discussão que pode envolver outros e durar até dias e anos.
2.) Não permita o conflito te dominar. Antecipe-se a ele e domina-o primeiro.
3.) Ore e jejue antes de agir ou falar. Deus sempre nos dá as melhores oportunidades para resolver os problemas da nossa vida. O Senhor não vai permitir que você viva numa vida de instabilidades e insegurança.
4.) O conflito será sempre uma ameaça aos bons costumes. Numa reação inesperada você diz “esse(a) não é ele(a). Ele(a) não está em si! Por isso, uma boa conversa, num local adequado, no momento ideal, talvez a sós, pode servir de escapes para as muitas situações ainda irreconciliáveis em sua vida.
5.) Faça acordos. O mundo hoje está carente de humildade. (Mt.6.12-15)
6.) Não ultrapsse os seus próprios limites. Nossa condulta deve estar centrada no respeito, e se não cabe a você envolver-se, então, não se envolva.
7.) Não suscite a ira. Não use palavras torpes, pesadas, possuída de ira, que ofendam o próximo e toda a sua condulta. Você estará interrompendo o seu futuro, de modo que, você está agindo contra ti mesmo. Então, trabalhe em benefício do outro, manifeste publicamente a sua coragem em deixar o outro também decidir sobre o assunto. Você certamente aprovando o outro também estará demonstrando ser capaz de se superar. Fuja das inimizades. (Mt.18.35).
8.) Uma frase conhecida e popularmente entre relacionamentos de casais e amigos(as) - ESTOU DE MAL DELE(A). Esse procedimento é uma manifestação da sua imaturidade como pessoa. Um dos muitos exemplos são os conflitos provocados por ciúmes. Eu aprendi que se não começarmos um relacionamento amando e confiante, certamente não terminaremos confiando e tampouco amando. Faz sentido esse item quando descubro nos atendimentos pastorais, pessoas e até lideranças que guardam mágoas, ressentimentos de pessoas, e por incrível que pareça, eles se transformam em verdadeiros “tufões” quando tocam neste assunto e revelam-se formando perigosas “tempestades” quando são incapazes de perdoar. Preferem ficar com raiva do outro, do que resolver o assunto.
Precisamos aprender a conduzir os conflitos da nossa vida na presença de Deus. A Bíblia nos ensina a amar e a suportar uns aos outros (Ef.4.1-6, 16), por isso precisamos ser envolvidos na Graça de Deus e renunciar a nós mesmos e ceifar da nossa vida todos os motivos e legalidades que podem gerar conflitos (I Co.6.7).
Não estou aqui sendo cético e afirmar que as barreiras não surgirão. Elas existem, mas você irá superá-las com sabedoria e mansidão, aguardar o tempo certo da sua colheita, e todos os preconceitos que te foram impostos e disponibilizados por Satanás para sustentar os conflitos serão destronados da tua vida e seu ministério prosperará na verdade da Palavra e o Reino de Deus não será dividido.
Encerro essa mensagem fazendo-lhe a seguinte consideração de Filipenses 2.3, a um(a) irmão(ã) superior a mim mesmo, digno de todo o meu respeito e de todo o meu apreço. – Graça e Paz sobre a tua vida, família e ministério.
SHALOM ADONAI.
Rev. Osni Ferreira – Igreja Metodista
Presidente da Ordem de Ministros Evangélicos de Juína







domingo, 26 de abril de 2009
Opinião, Rev. Osni